quarta-feira, 16 de julho de 2008

Obrigado uma vez mais

Fazias o teu trabalho e eu o meu, foi aliás sempre assim. E reportavas a nossa conversa a um só ano, o ano que foi o nosso. E falavas da demais gente que por lá andou, figurantes de luxo que por quase nada preencheram aquele nosso ano, um enorme e jubiloso palco de festas. Lembro-me ter-te escrito uma carta e que foi de amor e de despedida. Fazias o teu trabalho e eu o meu mas continuavas a rir com as minhas palavras, o vício da brincadeira sempre sempre a quebrar nas fossas nasais, entre nós o objecto do trabalho donde nada passou pelo olfacto nestes que foram vinte, trinta minutos, tu cumpriste, eu cumpri, podem pensar que não mas eu cumpri, e no fim fiquei agradecido pelo riso, era de dia e fazia sol mas fez-se ali mais luz ainda, saí eu primeiro e tu sabes bem porquê.

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