As higienes, eis um tema que nos poderia levar a longas conversas, as higienes.
Andas devagar e com certezas, é porque sentes bem que em ti não há revolução.
Gestos mudas, mas por centímetros, decididos ao lavar os dentes, desfazer a cara da noite, refazer o cabelo. Que o tens fino e entristecido.
E poderias vir até mim num pequeno acelerar do passo, dar-me um empurrão, rir, ultrapassando o teu sorriso de todos estes dias, ponte sobre as higienes, as malditas higienes.
E chegamos ao fim do turno e no mesmo passo nos despedimos, o sorriso como um fio que apetece puxar.
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
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