Não quero magoar-te – não quero. Aliás, nem eu sei muito bem o que quero. Por fios que noto, sinto, reparo, sei que estou preso. A Custóias, onde passo todos os dias. Preso. E tu serias uma janela, uma porta, uma ponte. Um caminho. Uma saída. Como um fim-de-semana fora. Uma fiança paga não sei por quem mas paga. Um cigarro. Só não quero magoar-te. O que impede tudo, percebes, tudo. Porque no fim, no fim do fim, finalmente quando as coisas foram feitas como deve ser, a dor será tua. Porque há sempre dor.
Queria acabar com tudo. Não posso. Optei por acabar contigo - curiosa expressão, tem a versão boa e a versão má, comecemos pelo bem e deixemos a maldade para o fim. Sim, prometo, acabarei contigo, limpinho!
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
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