Era uma rapariga pequenina e azougada, e a primeira testemunha da minha nova vida. Estava eu em cima de não uma mas duas ondas, uma separação ultra-rápida, uma paixão avassaladora.
Convidei-a para almoçar, trouxe o namorado. Preocupado, inseguro, mais novo ele, sentia-me eu então nesses dias imensamente velho, incalculavelmente forte. Não interferi nem joguei contra ou a favor, a comida veio e foi embora, mas no meio de todas as certezas jogadas lembro ter a miúda dirigido as suas balas contra mim, e eram de borracha amiga: “ e achas que ela se vai separar? Eu vejo-a tão contente tal como está! Não sei não…” – sabia ela bem que tinha toda a razão deste mundo e do outro onde quem eu amava vivia, mundo impenetrável onde três anos da minha vida foram decididos, tornei-me entretanto perito em longboard, o que é uma forma de dizer - afoguei-me uma e outra vez, vi um filmes.
domingo, 11 de outubro de 2009
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