Lembro-me de eu e um amigo termos decidido não fazer o que os outros da excursão tinham decidido fazer - "tiro" certeiro a Veneza ou a Verona - e antes pelo contrário termos ficado para cheirar Milão em fim-de-semana. Caminhámos, caminhámos, descobrimos a igreja onde reza a "Ultima Ceia" de Leonardo fechada para restaurações, corremos a Pinacoteca Brera, subimos ao telhado das mil estátuas do Duomo, a catedral de Milão. E vimos as raparigas de Milão no fim-de-semana ser no geral vulgares, mal vestidas, feias. Numa jogada de antecipação em relação a humoristas da nossa actualidade dissemos: "Parecem de Ermesinde!...", e assumimos que o subúrbio enchia Milão enquanto a "nata" eventualmente subia aos lagos, ou algo parecido. Éramos novos, divertimo-nos imenso. Seguiamos então pela vida gloriosamente sem GPS, que aliás ainda não tinha sido inventado. Milão não é feia, pois é Itália. Que saudades, meu Deus!
Na sexta-feira anterior tinhamos jantado com uns tipos que depois descobrimos serem brasileiros, após quinze minutos de um inglês esforçado - deles um paulista superior, de camarote! Lembras-te?
O mundo ia ser nosso. E o mundo ainda será teu, meu amigo que comigo em Milão estiveste. A euforia era então transitoriamente mais minha, tu sabes bem do que falo.
Como se costuma dizer, ficou a amizade, que não é puta, que é como um atestado.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)

Sem comentários:
Enviar um comentário