"Posso ajudar-te a que gostes menos de mim!"
Lembro esta coisa antiga para melhor pensar em ti. Esta frase foi inventada para mim, só pode ter sido. Há muitos anos senti-a como veneno. E porém hoje, levo-a em consideração. Dou os obrigados passos atrás, ganho a difícil distância. Não acedo ao extrarádio pela simples escusa de que não me sais da cabeça. E porém encontro-me sentado a teclar estes nadas, e tenho aqui a meu lado o programa deste espectáculo onde consta o mesmo de sempre, de um passámos para a eventualidade de um segundo número, com direito a volteio e ocasional pirueta, pode até acontecer no fim um agradecimento, uma ligeira vénia. Pois, a vénia. E sempre ali os mesmos livros em saldo entre a Cinq a Sec e o centro de fotocópias. Menos não será o sinal devido. Talvez o sinal devido seja o sinal mais, talvez.
E porém uma imagem em espelho assalta-me os dedos, que escrevem.
Convinha efectivamente que eu estivesse, passasse, decidisse gostar menos de ti. Para que a distância entre o consequente ao entusiasmo não ultrapasse em milhas o que efectivamente acontecerá, porque não houve espaço para mais.
I am The Man on the Moon! No sentido de que há mesmo muitas coisas que neste momento não sei como vão ser. O não domínio já era uma palavra de ordem noutros campos, eu sei. Aqui, é mais uma extensão do que sentido vai sendo.
So, wouldn't you Fly With Me to The Moon? Eu sei que assim apanho uma desajeitada boleia do teu gosto pelo cancioneiro norte-americano, mas.. é assim que eu vejo a coisa, The Moon would be the perfect place for us! And the stars!
Bem, passemos então a engendrar um plano B.
domingo, 31 de janeiro de 2010
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