quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Zelig V
Tudo isto era para ter sido escrito há uns bons meses. Comecei então por rever o filme “Zelig”, de Woody Allen, onde este interpreta um rapaz possuidor da notável capacidade de mimetizar não o meio mas as pessoas de que se rodeia. A interpretação psicanalítica era óbvia e oferecida como bystand pelo filme, onde brilhava o então glorioso par Allen-Farrow, esta a psiquiatra. Feliz ou infelizmente o chamado efeito-Zelig tem-me atacado nos últimos tempos e recebeu recentemente um acelerar que me preocupa. Desde há dois-três dias tenho uma dor lombar central, quase contínua embora ondulante de intensidade e que acresce com períodos prolongados de erecção, digo, estar de pé. Se a interpretação passa por um mimetismo do filme acima logo há que apontar o feixe luminoso para a lombalgia mais próxima. Neste caso não foi difícil. Nesta sala de cinema os espectadores são poucos, melhor dito, são dois. Porém, eu comecei por afirmar que já há uns meses andava eu para escrever sobre esta história do Zelig, não é? Pois começo pelo último episódio, e enquanto passam os créditos e antes de que a malta – os dois de que falo – se levantem, reitero de que há episódios anteriores e, em marcha-atrás deles falarei adiante.
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