quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
2ª cefaleia.
Decidi tornar-me conhecido no teu bairro. Que não é um bairro mas sim um entrecruzado de prédios que não existiam nem há dez anos. Não importa, tenho que fazer alguma coisa. Compro o jornal no rés-do-chão de onde vives. Desnecessariamente às vezes também tomo ali café. A senhora da tabacaria tem uma pequena máquina onde tira uns cafés que depois serve por um pataco aos clientes. Donde a utilidade disto numa tabacaria, ultrapassa-me. Santificada intenção será, e divina, mas que não me foi revelada em sonhos. O café nem é mau. A tua entrada é ventosa, uma massa atlântica parece abandonar a rua por uns metros e varrer o espaço coberto de sul para norte, todo um projecto, toda uma ideologia. Mas eu insisto. Pego na cadela, fecho as luzes, desço, vou tomar café agora.
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