quinta-feira, 29 de abril de 2010

Equilíbrio, desequilíbrio.

Este actual equilíbrio entre as partes vivas e as partes mortas nos meus dias não é bom. Será saudável? Como nos barcos existem as águas vivas e as águas mortas, ou parecido, já nem lembro bem. Nem lembro bem quais ficam acima ou abaixo da linha de água. Enfim, a metáfora, é só virar-lhe a capa e dá para um lado, para o outro... Como estou, disparo sobre tudo o que mexe. Fui então ver "Les Herbes Folles" de Resnais. Não me encontrei ali, aquele não era o meu abismo. Gostei porém do filme. Traduzir "folles" por "daninhas" implica um passo à frente. Eu posso sempre ter a minha loucura e não atrapalhar ninguém. Mas não acaba a loucura por atrapalhar alguém ou alguma coisa, mais tarde ou mais cedo?

P.S.: a coisa do "sentido" lembra uma linha, um carreiro, uma rua. Eu sempre gostei de descampados, de grandes espaços, e de parar.

Sem comentários: