A solidão pede uma aprendizagem,
Os músculos dos gestos para fora
Passam a ser os musculos
Dos gestos para dentro.
A solidão acaba por não ser
Assim tão importante.
Por aqui passas, prisioneira,
Qual é maior, a minha ou a
Tua prisão?
==
Nem toda a gente tem tudo como
Esta cidade de Barcelona.
Chegará Setembro. Poderei
Eu preparar o duro Inverno
Contigo? Até lá este mar
Intermédio.
Até lá a gente
Vê-se, a gente
Vê-se. Ou não.
==
Debaixo de água ela
Escondida estava e
Respirava pela palhinha
Da Coca-Cola.
Um só dedo bastava para
Apagá-la da face da
Terra, um só e eu tinha dez…
E havia a vantagem d
Ela estar debaixo de água.
==
Tu eras
Tu és
Tu serás sempre diferente.
Só nada de presentes nem
Estes dias de hoje.
Tudo o que não volta a acon
Tecer é esta demasiada sombra…
==
Pensar numa praia.
Nela colocar-te mais teus problemas
À superfície. Dirigir-me eu para a
Água e ilustrar os meus problemas de
Emersão. Juntar tudo isto e servir,
Servir sempre.
==
Imaginem uma manhã de Maio.
Imagina uma manhã de Setembro.
E em todo este tempo os
Teus olhos vi duas, três
Vezes. Desciam.
É sempre de manhã que as
Coisas acontecem.
Um café.
==
Não é justo. Nunca foi o
Meu corpo o teu saco
De pancada.
Nunca a tua revolta deu para
Arquivar os nossos dias
Em muito bons e
Muito violentos.
E esta visão
Binocular da puta vida
Em que encalhamos os
Dois, hã?
Uma canção, é preciso uma
Canção.
Sendo hoje o dia em que não
Podemos duvidar.
==
Os meus inimigos estão aqui tão perto.
Os meus amigos também.
Exérese, de ambos devo-me afastar.
Porém,
Revelo os negativos.
==
No metro de Barcelona
À minha frente os teus pés
São defendidos pelo Sol
E pela Lua que gravados levas
Nuns chinelos - brancos?
The Sun… The Moon…
Sais.
Da vida saberás umas
Coisas, apoiada em tão firmes
Pressupostos.
==
domingo, 30 de maio de 2010
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