domingo, 30 de maio de 2010

Barcelona

A solidão pede uma aprendizagem,
Os músculos dos gestos para fora
Passam a ser os musculos
Dos gestos para dentro.

A solidão acaba por não ser
Assim tão importante.

Por aqui passas, prisioneira,
Qual é maior, a minha ou a
Tua prisão?




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Nem toda a gente tem tudo como
Esta cidade de Barcelona.
Chegará Setembro. Poderei
Eu preparar o duro Inverno
Contigo? Até lá este mar
Intermédio.

Até lá a gente
Vê-se, a gente
Vê-se. Ou não.




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Debaixo de água ela
Escondida estava e
Respirava pela palhinha
Da Coca-Cola.

Um só dedo bastava para
Apagá-la da face da
Terra, um só e eu tinha dez…

E havia a vantagem d
Ela estar debaixo de água.



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Tu eras
Tu és
Tu serás sempre diferente.
Só nada de presentes nem
Estes dias de hoje.

Tudo o que não volta a acon
Tecer é esta demasiada sombra…



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Pensar numa praia.
Nela colocar-te mais teus problemas
À superfície. Dirigir-me eu para a
Água e ilustrar os meus problemas de
Emersão. Juntar tudo isto e servir,
Servir sempre.



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Imaginem uma manhã de Maio.

Imagina uma manhã de Setembro.

E em todo este tempo os
Teus olhos vi duas, três
Vezes. Desciam.

É sempre de manhã que as
Coisas acontecem.
Um café.



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Não é justo. Nunca foi o
Meu corpo o teu saco
De pancada.
Nunca a tua revolta deu para
Arquivar os nossos dias
Em muito bons e
Muito violentos.

E esta visão
Binocular da puta vida
Em que encalhamos os
Dois, hã?
Uma canção, é preciso uma
Canção.

Sendo hoje o dia em que não
Podemos duvidar.





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Os meus inimigos estão aqui tão perto.
Os meus amigos também.
Exérese, de ambos devo-me afastar.
Porém,
Revelo os negativos.





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No metro de Barcelona
À minha frente os teus pés
São defendidos pelo Sol
E pela Lua que gravados levas
Nuns chinelos - brancos?

The Sun… The Moon…

Sais.
Da vida saberás umas
Coisas, apoiada em tão firmes
Pressupostos.



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