sexta-feira, 4 de junho de 2010

So... sex.

Bom. Falemos então de sexo.
É nada. É tudo. 2ªs e 4ªs. 3ªs e 5ªs. Descansemos uns dias que já não dou para mais.
Sexo é nada. É agua, é um cachorro quente, uma francesinha, vamos. O que pode ser tudo é o peri-sexo. O sexo permite coisas antes, durante e sobretudo depois, que podem marcar um tempo muito amplo, para nos deixarmos daquela coisa "da vida". Se, e repito - se as defesas estiverem mesmo em baixo e mesmo assim tudo correr muito bem, os gestos a seu tempo, os levantares, os sentares e os olhares também, já estamos a falar de muito mais do que sexo. Que sem sexo não estaria ali.
E porque evito aqui cuidadosamente a palavra "amor"?
French say it better: "faire l'amour". Com o "l'" a explicar o único da coisa. Porque logo a seguir o feito é desfeito, uma e cem vezes. Até que um dia não. E se durar dez anos, no fim é fodido, é certo. Mas entretanto,uma benção. Ou não, se a jogada fôr em declive, um lento e pavoroso desmoronar, dia a dia. Só vendo, sempre.
Nas idades mais avançadas, o sexo ganha diferentes cores. Porquê? Porque em princípio é difícil a não repetição. Porque sexo é (também) um jogo. E a consciência do jogo limita o voo, sempre. E então podemos ou relativizar e avançar directamente para o centro do court de ténis e jogar sem mais instrução, ou, pelo contrário, ir atrasando a partida para um fim de época ainda por vir, e vamos falando. O risco é a época nunca chegar realmente ao fim ou a essa final tão desejada, por nunca por nunca os atletas se sentirem preparados para o embate. Porque o sexo também é embate, competição, medida, corrida, meta. E mate. Deseja-se que sem "cheque" pelo meio.
E o "amor"? É uma hipótese. E correm muitas teorias sobre.

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