quinta-feira, 10 de junho de 2010

A solução para este enigma

Se calhar, meu amor, acabei de encontrar a solução para tudo isto. Esse que este fim-de-semana provavelmente te vai abraçar, nele queria entrar e tomar a sua forma, para que por intervalo de tempo na sua voz se formasse o meu sopro e que o seu gesto tomasse o meu sentido , e que a sua acção tivesse a minha intenção. No meio das palavras ditas, notarias, eu sei, alguma diferença. E talvez a luz, por escuro que o quarto seja, fosse, é. Escura é sempre a saída do labirinto, escasso o fio que nos liga a Grécia. Animal pendente de escolha, de cornos não decorado apesar do dedicado poema de Jorge de Sena, há esta esquina onde estou à tua espera. Virás então, improvável, fervendo ou a tremer de frio, não sei, como saber, e dirás primeiro, que "afinal eras tu!", e segundo, que animal sou eu.

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