Não há como o NorteShopping para estes encontros e lá nos encontrámos. A novidade era a tua masculina companhia, que eu tentei o mais possível não encarar, avaliar, medir, sentar no relvado após uma má manobra de râguebi.
Reparei mais em ti portanto e notei que estás mais forte. Que o tempo passa. Que a violência do teu olhar se mantém. Que continuas a não saber andar. E no entanto… esse peso aqui e ali distribuído, só o poderei atribuir a uma pequena descida no grau de alerta e raiva em que sempre te vi viver, e o teu corpo contigo. Prendeste-me e eu desprendi-me. Sou se calhar hoje ainda vítima do teu esconjuro. Deixa estar. Tenho uma, duas fotografias tuas, sem par. Conheci-te menina, a dar pulos, conheci-te muito bem. Jogávamos às “vinganças” e delapidavamos pastilhas na via norte, o teu Corsa Sport a ditar a lei num oeste de aqui. And yes, we had great sex. And yes, we had loads of fun, my topless girl, dois pequenos mas cruciais seios. Conheci-te sem ódio.
Houve sim um momento em que me perdi. Perdemo-nos habitualmente quando as coisas para haver não estão escritas. Assim seria. Cerraste os dentes mas eu já não estava.
Milfontes, Montegordo. Deixa estar, não te esqueço.
domingo, 6 de dezembro de 2009
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